São Paulo (SP), sexta-feira, 28 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Com quatro policiais envolvidos em operação da Corregedoria da Policia Civil contra cobrança de propinas, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) subiu o tom na manhã desta sexta-feira (28). Sob cobrança por conta dos casos recentes de desvio de conduta de policiais, o político, que está em campanha pela reeleição, foi taxativo quando o assunto é punição aos envolvidos.
Esses policiais são acusados de usar estruturas de delegacias para cobrar dinheiro e extorquir contrabandistas. A Operação Merx foi desencadeada após denúncia do MPSP (Ministério Público de São Paulo), com participação da Corregedoria, órgão responsável pela fiscalização da conduta dos servidores.
Por enquanto, três agentes da Policia Civil e um delegado envolvidos no esquema já foram detidos. Um dia antes, um agente d PM (Polícia Militar) além de outros dois civis já tinham sido detidos em Osasco, na Grande São Paulo, por tentativa de extorsão a um motorista de aplicativo.
Policiais na mira do governo
Na prática, seis policiais, pelo menos, foram presos em dois dias por usarem a estrutura do estado ao crime. Inclusive, três delegacias foram alvo de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (28), por conta de possíveis desvios de conduta de seus agentes.
Para o governador de São Paulo, o que ele chama de ‘maus policiais’ não serão tolerados. Segundo ele, através de nota à imprensa, a Corregedoria da Polícia Civil tem feito uma atuação firme para evitar os chamados desvios de conduta.
Toda vez que for constatado um desvio, a ação do Estado será imediata no sentido de afastar e punir com rigor, nas esferas administrativa e criminal, os maus policiais. Não vamos tolerar desvios
Como é a operação
Essa operação do MPSP e da Corregedoria visa um grupo, que tem policiais incluídos, de cobrar propinas pela liberação de carga ilegal de produtos eletrônicos, principalmente celulares. Esses produtos são normalmente interceptados durante blitzes, mas com o pagamento da propina, acabam liberados.
Ao longo desta manhã de sexta, ao menos cinco mandados de prisão, em um total de sete, haviam sido cumpridos. José Adriano Nishi, Bruno dos Santos e Marcos Vinicius, todos agentes da Polícia Civil, o advogado Sidiclei Almeida e o empresário paranaense Jonathan Vieira foram os primeiros detidos.
Agora, mais um policial civil é considerado foragido, enquanto outro suspeito teria fugido para o Paraguai. Na prática, para liberarem as mercadorias apreendidas, cobravam valores equivalentes a 70% do valor da carga. A ação desta sexta acontece em diversas cidades do estado, inclusive a capital.
