Donos de lanchonetes rebatem novo decreto e afirmam ser prejudicados pelas normas

De acordo com o documento, os estabelecimentos não poderão atender dentro de seus espaços, entenda

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Centro de Nova Mutum / Foto: Walber Almeida
Centro de Nova Mutum / Foto: Walber Almeida

Na ultima segunda (13.07), a Prefeitura de Nova Mutum anunciou algumas alterações, com o novo decreto municipal. Entre elas, estão algumas restrições distintas para donos de lanchonetes e de restaurantes no município.

De acordo com o documento nº 111 de 14 de julho de 2020, o toque de recolher fica mantido por mais 15 dias. Sendo válido entre 21h e 5h, diariamente, com exceção das atividades essenciais, como segurança, farmácias e indústrias alimentícias.

Além disso, a venda de bebidas alcoólicas foi liberada até as 18h. E sua comercialização poderá ser feita por delivery até o horário estipulado.

Por outro lado, o que mais tem gerado dúvidas e questionamentos tem sido o setor de comercialização de alimentos, mas especificamente as lanchonetes e os restaurantes da cidade. Uma vez que há distinção entre a maneira de se atender in loco.

Entenda a diferença

Ainda segundo as normas do novo decreto, enquanto restaurantes podem funcionar até as 20:30 e após este horário, fazer entregas delivery até as 22h, lanchonetes por outro lado, não poderão manter suas mesas e cadeiras montados no local.

Portanto, diante disso, muitos proprietários de lanchonetes e similares na cidade, sentiram os impactos desta ordem e contam como a proibição de atender in loco  tem afetado seus negócios.

Opiniões de empresários

O proprietário do “Tá na Grelha, tá na Chapa”, situada na Avenida Mutum há dois anos, William Martins Peres, explica que a extensão do horário de atendimento até as 22h veio para ajudar aos pequenos e médios comerciantes, apesar de não resolver totalmente o problema causado pela pandemia de Covid-19.

“Antes eu achava muito cedo ter que fechar às 20:30, porque quem pede lanches, geralmente começa a partir deste horário. Mas, ainda assim, trabalhar somente com delivery ou retirada, sem que os clientes possam consumir seus pedidos no local tem nos prejudicado muito. Pois a maioria gosta de vir, pedir e comer no local por ser mais rápido e prático. E isso tira de nós a oportunidade de poder ter um capital de giro igual antes da chegada destas restrições. Aqui a gente paga impostos, pagamos aluguel, matéria-prima, então temos despesas também. E elas não podem esperar”, explicou.

Por outro lado, o empresário do ramo de construção civil, Pedro Moraes, mostra sua indignação com a distinção no novo decreto, ao afirmar que se trata de uma “injustiça”.

“Em primeiro lugar é preciso corrigir a injustiça que o decreto trouxe. Hoje empresas iguais estão sendo tratadas de forma diferente. E isso é inaceitável. Segundo, essa situação gera tremendo desânimo nos empresários atingidos pela proibição, um enfraquecimento de toda uma categoria de empresas que deixará de crescer e muito provavelmente encerrará suas atividades se isso continuar por muito tempo. E em terceiro, você tira do cidadão a opção de escolha de um produto mais barato, ou apenas mais rápido, ou seja, as vezes uma pessoa que esta na rua e precisa de um lanche rápido para poder voltar para casa, agora vai acabar ficando fora mais tempo por não ter essa opção”, frisou.

Por fim, Moraes ainda disse que ‘espera que entendam que é preciso tratar empresas iguais de forma igual, por que sem isso não é possível acreditar que as decisões estão sendo tomadas com o bem da população’.

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