Votar online: A tecnologia do século XXI para superar os desafios do voto à distância.

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Votar online/ Reprodução Funiber Blogs
Votar online/ Reprodução Funiber Blogs

Nas recentes eleições presidenciais dos Estados Unidos, aproximadamente 101 milhões de pessoas votaram antes do dia da eleição: 65 milhões foram cédulas de votação emitidas por correio. Para mitigar o risco de propagação do coronavírus, as autoridades deste país impulsionaram um agressivo plano de votação antecipada.

Os atrasos, os inconvenientes, as dúvidas e os quatro dias de espera para conhecer os resultados da democracia mais poderosa do planeta fizeram muitos especialistas pensarem sobre o futuro da votação remota naquele país. Um artigo recentemente publicado pela revista Bloomberg: “E-Voting is a Moonshot the U.S. Must Take” coloca o voto online ou por internet como a resposta do século XXI para aliviar os principais problemas que foram vistos nas eleições celebradas em tempos de pandemia.

Em alguns estados americanos, os mecanismos de verificação de identidade do voto postal são fracos ou inexistentes, o eleitor está exposto à coação, em um mecanismo que representa maior investimento de tempo e recursos para as autoridades, e depende da regularidade e consistência do serviço postal.

A Estônia encabeça a votação online desde 2005. Ao contrário do que sucede com o voto postal, o voto pela internet na Estônia permite aos eleitores verificar que suas escolhas coincidam exatamente com as totalizadas. Em outras palavras, permite às pessoas comprovar que seu voto não foi mudado, alterado ou eliminado em trânsito através da internet.

Por outro lado, na Estônia os eleitores podem votar quantas vezes quiserem, e só é contado o voto final. Inclusive um voto em papel substitui qualquer voto pela internet. Esta estratégia tem sido reconhecida pelo Conselho Europeu como uma tática válida para minimizar o impacto da coerção eleitoral para os eleitores remotos. Se em algum momento um eleitor foi forçado a votar de uma determinada maneira, este terá a oportunidade de votar em outro momento que não esteja sendo pressionado por terceiros.

Mas para aqueles que ainda consideram mais seguro votar presencialmente, o Condado de Los Ángeles estreou recentemente uma tecnologia que bem poderia ser considerada uma precursora do voto pela internet. Este aplicativo, cédula interativa, permitiu aos eleitores acessar e marcar a cédula eleitoral diretamente desde seus dispositivos inteligentes. Ao entrar no centro de votação, os cidadãos só deviam escanear nas máquinas de votação o código QR que era salvo nos seus dispositivos, e isso lhes permitia validar a cédula com suas escolhas previamente realizadas.

A conjuntura por COVID-19 tornou esta tecnologia em uma ferramenta útil para reduzir o tempo do eleitor no local de votação.

Depois de uma temporada eleitoral sem precedentes, as eleições nos Estados Unidos deixam algumas lições àqueles que organizam os processos eleitorais, desde uma análise de quais são as tecnologias mais eficientes para votar no futuro até que mudanças devem ser introduzidas para oferecer um voto presencial mais seguro.

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